Eu costumava ter uns sonhos com labirintos, e eu adorava eles!
Os labirintos me preocupavam, pois eram constantes e cada vez mais complexos, mas eram como uma sequência de um filme que você adora, quando eu fechava os olhos e as cenas se formavam em minha cabeça eu já sabia o que era, e a euforia e a adrenalina me invadiam...
O que mais gostei foi o dos jardins subterrâneos em patamares.
O lugar tinha cor salmão, haviam jardineiras lindas, pelas paredes, no meio, suspensas... Cheias de diminutas flores de todas as cores, vários ramos que desciam das jardineiras com suas flores, e cores. Havia muita luz, mas era como uma luz mágica, pois eu sabia que este lugar era subterrâneo, entre as jardineiras haviam passagens que levavam a outros salões, por vezes a alguma escada, com outros jardins, sempre em tons de salmão. Ninguém falou comigo, não havia mais ninguém lá, mas eu sabia que o desafio era sair dali, sabia que estava embaixo da terra, e somente a adrenalina corria nas veias pelo desafio, eu não tinha medo.
Saí correndo deste grande salão pelas escadas do fundo, as flores invadiam os limites da escada fechando-a em uma selva de cores, subi um lance, uma volta, outro lance, outra volta, outro lance de escadas, cheguei a outro salão, desta vez menor, o mesmo tom, o mesmo colorido, o atravessei correndo, algo me dizia que eu deveria sempre buscar subir, que subindo eu encontraria a saída, não havia escada neste salão, nos espaços entre as jardineiras das paredes haviam passagens, me meti através de uma e após um breve caminho escuro cheguei a outro salão com flores, este tinha somente uma escada que descia, e nenhuma passagem, nem a que eu tinha entrado, ela havia desaparecido! Desci. Então me deparei com o mais bonito deles, parecia ter sido projetado por um decorador, as cores se mesclavam harmoniosamente, e para meu espanto havia uma pessoa lá! Caminhei em sua direção, cabelos encaracolados, escuros, na altura do ombro, estava sentada de costas pra mim, vestia uma blusa branca, sem nenhum detalhe, pele morena, conforme eu ia me aproximando o meu coração batia mais forte, eu sentia que podia desmaiar a qualquer momento, pela primeira vez em meus labirintos eu senti medo.
Era minha mãe ali sentada. Ela contemplava as flores, seus olhos azuis brilhavam mais que qualquer flor naquele local.
Me aproximei, eu queria falar, mas não havia som naquele lugar, nenhum ruído foi emitido, nenhuma palavra pronunciada, tampouco eu podia tocá-la, havia uma barreira invisível que me impedia de fazê-lo, fiquei ali, estática. Quando surgiu um comando em minha cabeça: Vai!
Titubeei.
O quê?
-Vai!!! O comando soou novamente dentro de mim, e comecei a correr, com um fôlego que nunca tive, corri pelos jardins, subi a escada pela qual havia descido, entrei em outros salões, passei por outras passagens, corri, por vezes sentia o cabelo pregado no rosto tampando a visão de onde estava indo e simplesmente corria. Me cansei e decidi parar.
Estava no mesmo jardim de onde havia começado a corrida desenfreada. Ela continuava lá. Ofegante me sentei ao seu lado.
Sem palavras ali fiquei.
Era minha mãe ali sentada. Ela contemplava as flores, seus olhos azuis brilhavam mais que qualquer flor naquele local.
Me aproximei, eu queria falar, mas não havia som naquele lugar, nenhum ruído foi emitido, nenhuma palavra pronunciada, tampouco eu podia tocá-la, havia uma barreira invisível que me impedia de fazê-lo, fiquei ali, estática. Quando surgiu um comando em minha cabeça: Vai!
Titubeei.
O quê?
-Vai!!! O comando soou novamente dentro de mim, e comecei a correr, com um fôlego que nunca tive, corri pelos jardins, subi a escada pela qual havia descido, entrei em outros salões, passei por outras passagens, corri, por vezes sentia o cabelo pregado no rosto tampando a visão de onde estava indo e simplesmente corria. Me cansei e decidi parar.
Estava no mesmo jardim de onde havia começado a corrida desenfreada. Ela continuava lá. Ofegante me sentei ao seu lado.
Sem palavras ali fiquei.
E acordei.

Que sonho incrível!
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