21 março, 2012

Tudo igual


No meu pequeno e caloroso inferno pessoal,
Fecho os olhos e hoje me permito chorar.
Cada gota de água e sal, como quando me sentava à beira mar.
Espero,
Ao passo lento de cada dia,
O relógio se recusa a avançar.
Voltas e voltas.
Chuva incessante e calor insuportável.
Não te vejo, você não está.
Resta pouco à fazer.
N'um desses dias de impossibilidades absolutas
Dormí,
Sem saber o que seria do depois.
Não me lembro quando foi
Que me perdi em ti,
Quando você falou algo
Ou sonhei?
Agora já não importa,
Continua tudo igual.
Segue a chuva incessante
Dissolvendo pensamentos.
Leras impressas, umas palavras que voam
e outras que nunca serão escritas.
Verdade, você não está!
Agora sei, sonhei.
Em meio a todo caos, sonhei.
E não importa que tenha sido sonho,
Deixe-me seguir bailando
e não me desperte antes do meio-dia.

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