15 novembro, 2015

Só mais um desabafo na madrugada


Todas as vezes que remordo minhas frustrações me lembro deste blog, e tenho o pensamento de que deveria concentrar tudo aqui, e deixar que elas aqui fiquem e não mais influenciem a minha vida pessoal.

Eu deveria deixar de me importar com tantas coisas.
Dissertar sobre tantas outras.
E no final organizar toda essa desordem que chamo de cabeça.
Ou pelo menos ter uma "válvula de escape", um "suspiro" pra essa fossa cheia de tanta merda.

Eu deveria ser mais independente também.
(Falar menos palavrões.... eu sei...)
Deveria ser mais inteligente,
Raciocinar antes de sensibilizar tudo.

Deveria mandar muita gente, e muita coisa à merda.
Deveria me importar mais comigo mesma.
Me colocar em primeiro lugar.
Me amar, principalmente mais que a outrem.

Deveria, pelo menos diminuir esses sonhos absurdos.
Ou no mínimo separá-los da minha possível realidade.

Deveria fazer o meu máximo esforço para entender o que mais de trinta anos de vida tenta me dizer:

Que eu nasci poeta.
Que minha poesia brota de minhas lágrimas.
E que como todo poeta que se preze, a inspiração vive fora do alcance das mãos.
Que sou uma poeta de um coração vagabundo, preguiçoso, desleixado...
Que pinto minha pele para esconder minha alma.
E que nunca, as mãos que me tocam a pele, suportarão o peso de meu coração.

Deveria, acima de tudo não me destruir,
Mas isso eu nunca aprendi,

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