20 setembro, 2013
O Homem de Areia
No dia em que escutarem tudo o que grito, e entenderem as palavras que de mim ecoam
Não mais me verão como agora,
Os olhos saltarão das órbitas e aos pulmões lhes faltarão ar.
Não fiz nada de extraordinário apenas lhes advirto
A silenciosa tristeza que habita cada um...
Um cigarro no portão, o caminhar de cabeça baixa
Sentar de short na sala pra ver televisão
A ausência de palavras, a solidão.
Acho que é de noite que as cascas se tornam menos densas e algumas vezes conseguimos ver o que a luz do sol ofusca.
E essa cortina espessa de névoa não deixou ninguém ver o que eu vi...
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