12 fevereiro, 2013

Um conjunto de ausências chamado eu e você

De volta tudo de novo
Noites sem sono, letras e papel
Dúvidas e sonhos
Ao meu redor, tua presença eterna
E o silêncio, e o vazio
E o tempo inimigo
Que quando te vejo perco as palavras
Viro retardada e tentando ser flor acabo sendo adubo
De volta a tentar escrever
E sentir-me uma besta novamente
Poderia dormir nos teus braços
Poderia muita coisa
Se o teu silêncio não me matasse
E teus olhos não me fizessem tão estúpida.

(Meu marido, meu quase marido, como me tortura esse um! Que não passa de nada de nada, que me usa e me usa. Quando quer... E como brilha o sol quando ele está! A noite se faz dia em 5 minutos, o tempo voa dentro desse silêncio cruel de toda esta escassez de palavras. E como odeio a esse um! O odeio por me ter assim, presa de sua respiração, pendente de cada palavra, dessa maldita palavra que não vem... Por tua culpa acendo mais um cigarro, pra passar o tempo, pra tentar pensar e tentar escrever. Sinto frio e me sinto só. Frustrada por não ser a dona de teus abraços, sigo te odiando, e odiando mais a mim mesma por te querer assim.)

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