Eu, poeta, canto o caos que há em mim.
Nos mais sujos cantos, naqueles escondidos, nos inabitados.
Eu, poeta do desejo constante e da covardia, te canto,
Oh grande medo de ser feliz.
Eu, poeta da pena e da lágrima, canto a vontade de voar.
Poeta das asas, canto o medo do amor.
Poeta da vida, canto o medo de viver.
E enquanto canto,
por tantos cantos, morro.


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